As redes sociais como um todo têm muito potencial quando se trata de disseminação de informação e elas têm sido usadas com frequência como ferramenta de conscientização e rede de apoio para as mulheres. Desde 2014, campanhas e iniciativas on-line têm ganhado cada vez mais força através de redes como Instagram, Facebook, Twitter e YouTube. O debate sobre assédio sexual, por exemplo, ganhou muita visibilidade no Brasil nos últimos anos com campanhas como #MexeuComUmaMexeuComTodas, #MeuPrimeiroAssédio, #MeuAmigoSecreto, #DeixaElaTrabalhar e muitas outras. A ideia dessas hashtags é que as mulheres possam encorajar umas às outras a exporem histórias de situações de assédio moral, sexual ou abuso - seja em casa, no trabalho, na infância, com amigos ou desconhecidos.
A campanha #MexeuComUmaMexeuComTodas, surgiu a partir da denúncia da figurinista Su Tonani sobre o assédio cometido pelo ator José Mayer. A hashtag #MeuPrimeiroAssédio foi promovida pela ONG Think Olga em reação a comentários de teor sexual postados por espectadores do programa MasterChef Jr sobre uma das participantes, que tinha 12 anos de idade. A hashtag foi mencionada mais de 82 mil vezes em menos de uma semana no Twitter. E A #DeixaElaTrabalhar foi uma iniciativa de jornalistas esportivos contra o machismo e o assédio às profissionais dessa área. O movimento surgiu após casos de assédio contra a repórter do Esporte Interativo Bruna Dealtry e a repórter da Rádio Gaúcha Renata de Medeiros.
O feminismo tem ocupado cada vez mais espaço e o Instagram não seria exceção. Ele é a rede social mais utilizada entre os jovens e, atualmente, é através dele que muitas meninas tem o primeiro contato com o movimento. Lá, a #feminism tem 1.5 milhões de publicações e esse número só cresce.
Blogueiras como Jout Jout (@joutjout), Ellora Haonne (@ellorahaonne) e Luiza Junqueira (@luizajunquerida) falam muito sobre feminismo em suas redes e o Instagram transmite uma sensação de aproximação por parecer que elas estão falando diretamente com quem assiste aos stories e IGTVs. Cada uma tem o seu jeito de falar: Jout Jout prefere trabalhar com mais tempo e espaço para divagar em seus próprios pensamentos e, de certa maneira, os seus vídeos no Youtube parecem um bate-papo e dão a impressão de que quem a escuta faz parte de uma conversa; Ellora também gosta muito de falar, de um jeito muito cru e natural, sobre a sua existência feminina, mas ela divide muito mais o seu dia a dia no Instagram, com os seus seguidores, do que a Jout Jout - são muitos ‘’textões’’, reflexões diárias e divisão de experiências com aqueles que a seguem; já a dona do canal ‘’Tá Querida?’’, a Luiza, trata mais sobre as questões do feminismo relacionadas a corpo e sexualidade, e tenta quebrar tabus como pêlos, corpo gordo e padrões de beleza impostos às mulheres.
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terça-feira, 8 de outubro de 2019
segunda-feira, 7 de outubro de 2019
Mulheres que você não pode deixar de ler
Muito temos falado aqui sobre os diversos temas que atravessam a existência feminina, então achei que seria interessante fazer uma lista de dicas de leitura relacionadas a esses assuntos. O que acham? Vamos lá!
A psicanalista americana convida as leitoras a terem uma experiência que as façam pensar fora da caixa e das convenções sociais as quais somos impostas e a ter coragem de se desafiar. O livro mistura histórias folclóricas com uma profunda análise psicológica para que as mulheres possam resgatar a natureza selvagem feminina.
A autora percebeu que havia sempre algo faltando dentro da análise sobre as origens do capitalismo: um olhar sobre o feminino. Silvia passou 30 anos pesquisando sobre a existência feminina durante todo o processo de instalação do capitalismo. O livro entende a caça às bruxas como o grande feito responsável pela submissão e pela aniquilação da resistência das mulheres. A obra faz uma análise dessa questão desde o feudalismo até os dias de hoje.
Este livro é uma das sete autobiografias escritas pela autora. A história é linda, triste, emocionante e muito real. Trata de temas como o racismo, o machismo, a pobreza e a solidão. É uma leitura forte e não tem como não ser impactado por ela.
A obra é um retrato detalhado sobre as lutas sociais nos Estados Unidos nos anos 1960 e 1970. A autora narra de forma sensível toda a sua experiência como mulher negra, professora universitária e feminista durante esse período.
A poeta se expõe cruamente, sem medo de mostrar suas dores e amores. A autora entende que i livro foi a forma que encontrou de mostrar quem realmente é diante de um mundo que tanto a silencia. Ryane fala sobre amor, desapego, medo, rotina, luta e muito mais.
Este livro é uma obra multidisciplinar que aborda temas como racismo, teoria pós-colonial, estudos de gênero, poesia e feminismo negro. Ele faz parte de uma coleção incrível chamada “Feminismos Plurais”, que traz vozes diversas pra falar sobre esse assunto tão importante.
O livro é um compilado de artigos publicados pela autora e traz à tona questões pertinentes sobre o silenciamento e o apagamento da personalidade causados pela discriminação e pelo racismo. Djamila conta sobre como começou a ter orgulho de suas raízes e a se reconhecer como uma mulher negra.
E você? Por qual se interessou mais? Já leu alguma dessas autoras incríveis? Me conta aqui nos comentários!
- ''Mulheres que correm com os lobos'' - Clarissa Pinkola Estés
A psicanalista americana convida as leitoras a terem uma experiência que as façam pensar fora da caixa e das convenções sociais as quais somos impostas e a ter coragem de se desafiar. O livro mistura histórias folclóricas com uma profunda análise psicológica para que as mulheres possam resgatar a natureza selvagem feminina.
- ''Calibã e a bruxa'' - Silvia Federici
A autora percebeu que havia sempre algo faltando dentro da análise sobre as origens do capitalismo: um olhar sobre o feminino. Silvia passou 30 anos pesquisando sobre a existência feminina durante todo o processo de instalação do capitalismo. O livro entende a caça às bruxas como o grande feito responsável pela submissão e pela aniquilação da resistência das mulheres. A obra faz uma análise dessa questão desde o feudalismo até os dias de hoje.
- “Eu sei porque o pássaro canta na gaiola” - Maya Angelou
Este livro é uma das sete autobiografias escritas pela autora. A história é linda, triste, emocionante e muito real. Trata de temas como o racismo, o machismo, a pobreza e a solidão. É uma leitura forte e não tem como não ser impactado por ela.
- ''Uma autobiografia'' - Angela Davis
A obra é um retrato detalhado sobre as lutas sociais nos Estados Unidos nos anos 1960 e 1970. A autora narra de forma sensível toda a sua experiência como mulher negra, professora universitária e feminista durante esse período.
- ''Outros jeitos de usar a boca” - Rupi Kaur
- ''Tudo nela brilha e queima'' - Ryane Leão
A poeta se expõe cruamente, sem medo de mostrar suas dores e amores. A autora entende que i livro foi a forma que encontrou de mostrar quem realmente é diante de um mundo que tanto a silencia. Ryane fala sobre amor, desapego, medo, rotina, luta e muito mais.
- ''Memórias da Plantação: Episódios de racismo cotidiano'' - Grada Kilomba
Este livro é uma obra multidisciplinar que aborda temas como racismo, teoria pós-colonial, estudos de gênero, poesia e feminismo negro. Ele faz parte de uma coleção incrível chamada “Feminismos Plurais”, que traz vozes diversas pra falar sobre esse assunto tão importante.
- Quem tem medo do feminismo negro? - Djamila Ribeiro
O livro é um compilado de artigos publicados pela autora e traz à tona questões pertinentes sobre o silenciamento e o apagamento da personalidade causados pela discriminação e pelo racismo. Djamila conta sobre como começou a ter orgulho de suas raízes e a se reconhecer como uma mulher negra.
E você? Por qual se interessou mais? Já leu alguma dessas autoras incríveis? Me conta aqui nos comentários!
quinta-feira, 3 de outubro de 2019
Violência contra a mulher no Brasil
Desde 2015 o debate sobre violência contra a mulher tem tomado mais forma no Brasil. Nesse período, mais leis e projetos têm sido discutidos e o arcabouço legal que tem como foco o impedimento e a punição dos crimes contra a mulher tem se consolidado aos poucos. Em 2006 tivemos a Lei Maria da Penha, em 2009 houve a mudança na lei do estupro, em 2015 a lei do feminicídio e em 2018 a lei de importunação sexual. Pesquisas apontam que 1 em cada 4 mulheres sofreu violência no Brasil em 2018. Dentre os casos de violência, 42% ocorreram dentro de casa. Os principais agressores são os cônjuges e namorados, responsáveis por quase 24% dos casos.
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| Fonte: Ministério da Saúde/SVS - Sistema de Informação de Agravos de Notificação - Sinan Net |
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