As redes sociais como um todo têm muito potencial quando se trata de disseminação de informação e elas têm sido usadas com frequência como ferramenta de conscientização e rede de apoio para as mulheres. Desde 2014, campanhas e iniciativas on-line têm ganhado cada vez mais força através de redes como Instagram, Facebook, Twitter e YouTube. O debate sobre assédio sexual, por exemplo, ganhou muita visibilidade no Brasil nos últimos anos com campanhas como #MexeuComUmaMexeuComTodas, #MeuPrimeiroAssédio, #MeuAmigoSecreto, #DeixaElaTrabalhar e muitas outras. A ideia dessas hashtags é que as mulheres possam encorajar umas às outras a exporem histórias de situações de assédio moral, sexual ou abuso - seja em casa, no trabalho, na infância, com amigos ou desconhecidos.
A campanha #MexeuComUmaMexeuComTodas, surgiu a partir da denúncia da figurinista Su Tonani sobre o assédio cometido pelo ator José Mayer. A hashtag #MeuPrimeiroAssédio foi promovida pela ONG Think Olga em reação a comentários de teor sexual postados por espectadores do programa MasterChef Jr sobre uma das participantes, que tinha 12 anos de idade. A hashtag foi mencionada mais de 82 mil vezes em menos de uma semana no Twitter. E A #DeixaElaTrabalhar foi uma iniciativa de jornalistas esportivos contra o machismo e o assédio às profissionais dessa área. O movimento surgiu após casos de assédio contra a repórter do Esporte Interativo Bruna Dealtry e a repórter da Rádio Gaúcha Renata de Medeiros.
O feminismo tem ocupado cada vez mais espaço e o Instagram não seria exceção. Ele é a rede social mais utilizada entre os jovens e, atualmente, é através dele que muitas meninas tem o primeiro contato com o movimento. Lá, a #feminism tem 1.5 milhões de publicações e esse número só cresce.
Blogueiras como Jout Jout (@joutjout), Ellora Haonne (@ellorahaonne) e Luiza Junqueira (@luizajunquerida) falam muito sobre feminismo em suas redes e o Instagram transmite uma sensação de aproximação por parecer que elas estão falando diretamente com quem assiste aos stories e IGTVs. Cada uma tem o seu jeito de falar: Jout Jout prefere trabalhar com mais tempo e espaço para divagar em seus próprios pensamentos e, de certa maneira, os seus vídeos no Youtube parecem um bate-papo e dão a impressão de que quem a escuta faz parte de uma conversa; Ellora também gosta muito de falar, de um jeito muito cru e natural, sobre a sua existência feminina, mas ela divide muito mais o seu dia a dia no Instagram, com os seus seguidores, do que a Jout Jout - são muitos ‘’textões’’, reflexões diárias e divisão de experiências com aqueles que a seguem; já a dona do canal ‘’Tá Querida?’’, a Luiza, trata mais sobre as questões do feminismo relacionadas a corpo e sexualidade, e tenta quebrar tabus como pêlos, corpo gordo e padrões de beleza impostos às mulheres.
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terça-feira, 8 de outubro de 2019
segunda-feira, 7 de outubro de 2019
Mulheres que você não pode deixar de ler
Muito temos falado aqui sobre os diversos temas que atravessam a existência feminina, então achei que seria interessante fazer uma lista de dicas de leitura relacionadas a esses assuntos. O que acham? Vamos lá!
A psicanalista americana convida as leitoras a terem uma experiência que as façam pensar fora da caixa e das convenções sociais as quais somos impostas e a ter coragem de se desafiar. O livro mistura histórias folclóricas com uma profunda análise psicológica para que as mulheres possam resgatar a natureza selvagem feminina.
A autora percebeu que havia sempre algo faltando dentro da análise sobre as origens do capitalismo: um olhar sobre o feminino. Silvia passou 30 anos pesquisando sobre a existência feminina durante todo o processo de instalação do capitalismo. O livro entende a caça às bruxas como o grande feito responsável pela submissão e pela aniquilação da resistência das mulheres. A obra faz uma análise dessa questão desde o feudalismo até os dias de hoje.
Este livro é uma das sete autobiografias escritas pela autora. A história é linda, triste, emocionante e muito real. Trata de temas como o racismo, o machismo, a pobreza e a solidão. É uma leitura forte e não tem como não ser impactado por ela.
A obra é um retrato detalhado sobre as lutas sociais nos Estados Unidos nos anos 1960 e 1970. A autora narra de forma sensível toda a sua experiência como mulher negra, professora universitária e feminista durante esse período.
A poeta se expõe cruamente, sem medo de mostrar suas dores e amores. A autora entende que i livro foi a forma que encontrou de mostrar quem realmente é diante de um mundo que tanto a silencia. Ryane fala sobre amor, desapego, medo, rotina, luta e muito mais.
Este livro é uma obra multidisciplinar que aborda temas como racismo, teoria pós-colonial, estudos de gênero, poesia e feminismo negro. Ele faz parte de uma coleção incrível chamada “Feminismos Plurais”, que traz vozes diversas pra falar sobre esse assunto tão importante.
O livro é um compilado de artigos publicados pela autora e traz à tona questões pertinentes sobre o silenciamento e o apagamento da personalidade causados pela discriminação e pelo racismo. Djamila conta sobre como começou a ter orgulho de suas raízes e a se reconhecer como uma mulher negra.
E você? Por qual se interessou mais? Já leu alguma dessas autoras incríveis? Me conta aqui nos comentários!
- ''Mulheres que correm com os lobos'' - Clarissa Pinkola Estés
A psicanalista americana convida as leitoras a terem uma experiência que as façam pensar fora da caixa e das convenções sociais as quais somos impostas e a ter coragem de se desafiar. O livro mistura histórias folclóricas com uma profunda análise psicológica para que as mulheres possam resgatar a natureza selvagem feminina.
- ''Calibã e a bruxa'' - Silvia Federici
A autora percebeu que havia sempre algo faltando dentro da análise sobre as origens do capitalismo: um olhar sobre o feminino. Silvia passou 30 anos pesquisando sobre a existência feminina durante todo o processo de instalação do capitalismo. O livro entende a caça às bruxas como o grande feito responsável pela submissão e pela aniquilação da resistência das mulheres. A obra faz uma análise dessa questão desde o feudalismo até os dias de hoje.
- “Eu sei porque o pássaro canta na gaiola” - Maya Angelou
Este livro é uma das sete autobiografias escritas pela autora. A história é linda, triste, emocionante e muito real. Trata de temas como o racismo, o machismo, a pobreza e a solidão. É uma leitura forte e não tem como não ser impactado por ela.
- ''Uma autobiografia'' - Angela Davis
A obra é um retrato detalhado sobre as lutas sociais nos Estados Unidos nos anos 1960 e 1970. A autora narra de forma sensível toda a sua experiência como mulher negra, professora universitária e feminista durante esse período.
- ''Outros jeitos de usar a boca” - Rupi Kaur
- ''Tudo nela brilha e queima'' - Ryane Leão
A poeta se expõe cruamente, sem medo de mostrar suas dores e amores. A autora entende que i livro foi a forma que encontrou de mostrar quem realmente é diante de um mundo que tanto a silencia. Ryane fala sobre amor, desapego, medo, rotina, luta e muito mais.
- ''Memórias da Plantação: Episódios de racismo cotidiano'' - Grada Kilomba
Este livro é uma obra multidisciplinar que aborda temas como racismo, teoria pós-colonial, estudos de gênero, poesia e feminismo negro. Ele faz parte de uma coleção incrível chamada “Feminismos Plurais”, que traz vozes diversas pra falar sobre esse assunto tão importante.
- Quem tem medo do feminismo negro? - Djamila Ribeiro
O livro é um compilado de artigos publicados pela autora e traz à tona questões pertinentes sobre o silenciamento e o apagamento da personalidade causados pela discriminação e pelo racismo. Djamila conta sobre como começou a ter orgulho de suas raízes e a se reconhecer como uma mulher negra.
E você? Por qual se interessou mais? Já leu alguma dessas autoras incríveis? Me conta aqui nos comentários!
quinta-feira, 3 de outubro de 2019
Violência contra a mulher no Brasil
Desde 2015 o debate sobre violência contra a mulher tem tomado mais forma no Brasil. Nesse período, mais leis e projetos têm sido discutidos e o arcabouço legal que tem como foco o impedimento e a punição dos crimes contra a mulher tem se consolidado aos poucos. Em 2006 tivemos a Lei Maria da Penha, em 2009 houve a mudança na lei do estupro, em 2015 a lei do feminicídio e em 2018 a lei de importunação sexual. Pesquisas apontam que 1 em cada 4 mulheres sofreu violência no Brasil em 2018. Dentre os casos de violência, 42% ocorreram dentro de casa. Os principais agressores são os cônjuges e namorados, responsáveis por quase 24% dos casos.
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| Fonte: Ministério da Saúde/SVS - Sistema de Informação de Agravos de Notificação - Sinan Net |
segunda-feira, 30 de setembro de 2019
A força do movimento body positive
Desde que o mundo é mundo as pessoas vivem tentando alcançar padrões de beleza e se encaixar em um perfil padrão. É claro que, ao longo dos anos, o padrão foi mudando, mas desde os primórdios da Grécia antiga havia um padrão de beleza a ser seguido. Os homens também seguem padrões de beleza mas isso é uma questão muito mais forte para as mulheres - porque há uma grande pressão social que preza por elas estarem sempre arrumadas, com as unhas pintadas, cabelos tratados e muito mais. Uma mulher que se veste fora do padrão, tem um corpo fora do padrão ou que não segue qualquer uma dessas regrinhas de beleza, já é mal vista e, muita vezes, desrespeitada.
Falando nessa mudança ao longo das décadas, esse vídeo do BuzzFeed mostra bem como foi a evolução dos padrões de beleza femininos.
Hoje em dia, principalmente em redes sociais como o Instagram, somos bombardeados a todo instante por fotos de pessoas com corpos e vidas supostamente perfeitos, que dão a sensação de que nunca estamos fazendo o suficiente. Modelos magérrimas, fotos de biquíni, corpos inalcançáveis - e nenhum desses posts mostra a vida real, que muitas vezes envolve distúrbios de alimentação, dietas malucas e procedimentos estéticos.
Apesar desse constante bombardeio de informações e de ''vidas perfeitas'', o Instagram abre espaço para todos e muita gente vai contra essa corrente. Muitas mulheres têm se revoltado e se recusado a seguir esse padrão estético e resolveram aceitar seus corpos como eles são e empoderar outras meninas a fazerem o mesmo. Blogueiras e influenciadoras como Alexandra Gurgel, Luiza Junqueira e Ju Romano são ativistas do movimento Body Positive (que é um termo em inglês que significa ser positivo em relação ao seu próprio corpo) - que encoraja pessoas ao redor do mundo todo a aceitarem seus corpos como eles são e amarem a si mesmos da forma mais plena possível. Muito bom, né?
Muitas vezes essas blogueiras são atacadas por xingamentos e críticas após postarem fotos com menos roupas, de biquínis ou nuas: são chamadas de feias, nojentas e muitos outros nomes. Isso acontece porque não estamos acostumados a ver corpos gordos livres e empoderados. Aliás, uma das bandeiras do movimento é a de que temos que mudar a conotação da palavra ''gordo(a)'', pois ela deve ser considerada apenas uma característica - como ''loiro'', ''magro'' ou ''alto'' - e não deve ter peso de algo negativo.
E você? Já conhecia o movimento Body Positive? Já sofreu tentando conseguir ter um corpo dentro do padrão de beleza?
Falando nessa mudança ao longo das décadas, esse vídeo do BuzzFeed mostra bem como foi a evolução dos padrões de beleza femininos.
Hoje em dia, principalmente em redes sociais como o Instagram, somos bombardeados a todo instante por fotos de pessoas com corpos e vidas supostamente perfeitos, que dão a sensação de que nunca estamos fazendo o suficiente. Modelos magérrimas, fotos de biquíni, corpos inalcançáveis - e nenhum desses posts mostra a vida real, que muitas vezes envolve distúrbios de alimentação, dietas malucas e procedimentos estéticos.
Apesar desse constante bombardeio de informações e de ''vidas perfeitas'', o Instagram abre espaço para todos e muita gente vai contra essa corrente. Muitas mulheres têm se revoltado e se recusado a seguir esse padrão estético e resolveram aceitar seus corpos como eles são e empoderar outras meninas a fazerem o mesmo. Blogueiras e influenciadoras como Alexandra Gurgel, Luiza Junqueira e Ju Romano são ativistas do movimento Body Positive (que é um termo em inglês que significa ser positivo em relação ao seu próprio corpo) - que encoraja pessoas ao redor do mundo todo a aceitarem seus corpos como eles são e amarem a si mesmos da forma mais plena possível. Muito bom, né?
Muitas vezes essas blogueiras são atacadas por xingamentos e críticas após postarem fotos com menos roupas, de biquínis ou nuas: são chamadas de feias, nojentas e muitos outros nomes. Isso acontece porque não estamos acostumados a ver corpos gordos livres e empoderados. Aliás, uma das bandeiras do movimento é a de que temos que mudar a conotação da palavra ''gordo(a)'', pois ela deve ser considerada apenas uma característica - como ''loiro'', ''magro'' ou ''alto'' - e não deve ter peso de algo negativo.
E você? Já conhecia o movimento Body Positive? Já sofreu tentando conseguir ter um corpo dentro do padrão de beleza?
quinta-feira, 26 de setembro de 2019
O dilema dos métodos contraceptivos femininos
Quando as pílulas anticoncepcionais surgiram, em 1960, elas significaram uma revolução para as mulheres. Elas mudaram a forma de se pensar em contracepção e comportamento feminino como um todo. Significaram liberdade sexual e liberdade de escolha de gravidez. As pílulas impactaram na autonomia das mulheres sobre o próprio corpo, sobre a tomada de decisão em relação à maternidade e desencadearam uma grande mudança comportamental. Entretanto, desde a década de 70 são discutidos os efeitos colaterais desses hormônios e as consequências causadas por eles nos corpos femininos. Durante muito tempo a indústria farmacêutica não falou abertamente sobre os possíveis efeitos da pílula a longo prazo.
Não se pode negar que a pílula foi revolucionária para as mulheres quando ela surgiu, mas, de algum tempo pra cá, outros métodos começaram a ser discutidos. Uma onda muito forte vem vindo com a Ginecologia Natural, que entende o ciclo menstrual das mulheres como um processo humano, saudável, de autoconhecimento e, portanto, considera importante que ele possa fluir naturalmente, sem a intervenção de hormônios. A Ginecologia Natural acredita que o ciclo menstrual da mulher é a conexão mais forte que ela tem com a natureza e é guiado por ela. Os ensinamentos dessa corrente estão ligados ao saberes ancestrais relacionados ao sagrado feminino e à conexão da essência da mulher com a terra e com a lua. A Ginecologia Natural acredita que as substâncias químicas e os hormônios que fazem partes dos anticoncepcionais convencionais atrapalham essa conexão mulher-natureza. Para os que seguem essa linha, utilizar esses métodos é podar o que há de mais poderoso no feminino.
Como controle de fertilidade, a Ginecologia Natural indica o autoconhecimento: se a mulher se conectar e passar a conhecer o seu próprio cilo menstrual através de uma mandala lunar - anotações sobre cada fase do ciclo, com percepções sobre temperatura corporal, sentimentos, etc - e uma percepção mais apurada do seu corpo pode fazer com que ela saiba quando está fértil e, portanto, quando pode ter relações sexuais sem se importar com gravidez.
O que você acha sobre isso? Já tomou pílula anticoncepcional? Estaria disposta a fazer a sua mandala lunar?
Por que você acha que as tentativas de criação de um contraceptivo masculino não tiveram sucesso?
Não se pode negar que a pílula foi revolucionária para as mulheres quando ela surgiu, mas, de algum tempo pra cá, outros métodos começaram a ser discutidos. Uma onda muito forte vem vindo com a Ginecologia Natural, que entende o ciclo menstrual das mulheres como um processo humano, saudável, de autoconhecimento e, portanto, considera importante que ele possa fluir naturalmente, sem a intervenção de hormônios. A Ginecologia Natural acredita que o ciclo menstrual da mulher é a conexão mais forte que ela tem com a natureza e é guiado por ela. Os ensinamentos dessa corrente estão ligados ao saberes ancestrais relacionados ao sagrado feminino e à conexão da essência da mulher com a terra e com a lua. A Ginecologia Natural acredita que as substâncias químicas e os hormônios que fazem partes dos anticoncepcionais convencionais atrapalham essa conexão mulher-natureza. Para os que seguem essa linha, utilizar esses métodos é podar o que há de mais poderoso no feminino.
Como controle de fertilidade, a Ginecologia Natural indica o autoconhecimento: se a mulher se conectar e passar a conhecer o seu próprio cilo menstrual através de uma mandala lunar - anotações sobre cada fase do ciclo, com percepções sobre temperatura corporal, sentimentos, etc - e uma percepção mais apurada do seu corpo pode fazer com que ela saiba quando está fértil e, portanto, quando pode ter relações sexuais sem se importar com gravidez.
O que você acha sobre isso? Já tomou pílula anticoncepcional? Estaria disposta a fazer a sua mandala lunar?
Por que você acha que as tentativas de criação de um contraceptivo masculino não tiveram sucesso?
terça-feira, 17 de setembro de 2019
O poder dos encontros femininos
Liliane Rocha, CEO e Fundadora da Gestão Kairós, escreveu um artigo para a Época Negócios, no qual ela fala sobre o estranhamento causado pela junção entre as palavras ''mulher'' e ''poder''. Não é parte do nosso costume ver uma palavra que significa força e influência atrelada ao feminino. Feminilidade remete ao delicado, sensível, gentil, frágil, vulnerável e todos esses termos aos quais já estamos acostumados a relacionar ás mulheres. Se você acompanha o blog e/ou está acostumado a ler esse tipo de conteúdo, você sabe que não é bem assim que a banda toca.
Liliane falou sobre o episódio inusitado de ter sido convidada para um evento focado em mulheres que não ocorreu no mês de Março, que é o mês do Dia Internacional da Mulher. Geralmente, durante o mês de Março são feitos posts, eventos, campanhas e muito se fala sobre as questões que englobam gênero. Mas depois tudo volta ao normal.
A empresária descreveu sua experiência nesse evento quase como algo mágico. Imagino que, de fato, seja. Estar cercada por mulheres brilhantes, que têm o intuito de ajudar umas às outras, é algo transformador. No evento que ela foi, Mulheres de Talento, haviam mais de 40 mulheres, líderes em todos os diferentes setores e movimentos. Uma raridade. Fizeram um contraponto, lembrando que mão é isso que mostram as estatísticas. Apenas 13% das mulheres brasileiras ocupam cargos de liderança e a cada 5 minutos uma mulher é agredida em nosso país. O cenário é cruel.
Por isso precisamos pensar cada vez mais em iniciativas e eventos como esse, que possam unir e fortalecer mulheres.
Vamos juntxs?
Liliane falou sobre o episódio inusitado de ter sido convidada para um evento focado em mulheres que não ocorreu no mês de Março, que é o mês do Dia Internacional da Mulher. Geralmente, durante o mês de Março são feitos posts, eventos, campanhas e muito se fala sobre as questões que englobam gênero. Mas depois tudo volta ao normal.
A empresária descreveu sua experiência nesse evento quase como algo mágico. Imagino que, de fato, seja. Estar cercada por mulheres brilhantes, que têm o intuito de ajudar umas às outras, é algo transformador. No evento que ela foi, Mulheres de Talento, haviam mais de 40 mulheres, líderes em todos os diferentes setores e movimentos. Uma raridade. Fizeram um contraponto, lembrando que mão é isso que mostram as estatísticas. Apenas 13% das mulheres brasileiras ocupam cargos de liderança e a cada 5 minutos uma mulher é agredida em nosso país. O cenário é cruel.
Por isso precisamos pensar cada vez mais em iniciativas e eventos como esse, que possam unir e fortalecer mulheres.
Vamos juntxs?
quinta-feira, 12 de setembro de 2019
Mulheres são maioria nas universidades, mas têm menos oportunidades no mercado de trabalho
O Relatório Education Glance 2019, divulgado esta semana pela OCDE( Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), aponta que as mulheres têm 34% a mais de chance se formar no ensino superior do que os homens, mas, em contraponto, os homens têm 19% a mais de chance de conseguir um emprego. Esse relatório representa um raio-x do panorama da educação ao redor do mundo - nos 36 países participantes da OCDE e outros 10, incluindo o Brasil.
Essa disparidade se deve a diversos fatores, como progressão de carreira, natureza de trabalho, tipos de contrato, pressões sociais e vida familiar. Ainda há uma pressão muito grande para que as mulheres sejam mães e permaneçam em casa para cuidar da família. Isso interfere na taxa de presença delas no mercado de trabalho.
Segundo Lucia Torres, executiva da Consultoria In Change, essas porcentagens vão além da questão de gênero: envolvem questões raciais e de idade. O fato de ser mãe ou de ter mais de 40 anos também é levado em conta na hora da contratação.
Qual é a sua opinião sobre isso? Por quê você acha que isso ocorre?
Qual é a sua opinião sobre isso? Por quê você acha que isso ocorre?
terça-feira, 10 de setembro de 2019
A importância da liberdade financeira para a independência feminina
Você sabia que até a década de 60 as mulheres brasileiras não podiam ter o próprio registro no Cadastro e Pessoa Física (CPF)? Apenas em 1962, com a mudança no Estatuto da Mulher Casada, que elas puderam abrir contas em bancos e cuidar dos seus negócios.
Questões como essa influenciam muito na independência feminina. Muitas mulheres ainda permanecem em relacionamentos abusivos por dependerem financeiramente de seus parceiros - elas são socialmente forçadas a colocarem a família em primeiro lugar e acabam deixando a carreira em segundo plano, ficando, assim, dependentes dos seus parceiros. Em meio a isso também pode existir abuso psicológico por meio de ameaças feita pelo homem, que é o principal gerador de renda da família.
Pensando nessa questão, a Casa TPM realizou uma roda de conversa sobre liberdade financeira.Várias mulheres com experiência no assunto deram dicas para mulheres que querem conquistar a independência e começar a empreender. Participaram do debate: Mariana Cammarano, idealizadora do movimento ''Nós, mulheres investidoras'' e gerente de marketing da Easynvest; Maíra da Costa, fundadora do delivey de comidas saudáveis Soul Free Food; e Camila Achutti, CEO e fundadora da escola de cursos de tecnologia MasterTech. Elas levantaram questões pertinentes sobre a liberdade financeira feminina e falaram sobre o medo e dar o primeiro passo e fazer a primeira venda.
Quer saber mais? Leia a matéria da TPM.
Questões como essa influenciam muito na independência feminina. Muitas mulheres ainda permanecem em relacionamentos abusivos por dependerem financeiramente de seus parceiros - elas são socialmente forçadas a colocarem a família em primeiro lugar e acabam deixando a carreira em segundo plano, ficando, assim, dependentes dos seus parceiros. Em meio a isso também pode existir abuso psicológico por meio de ameaças feita pelo homem, que é o principal gerador de renda da família.
Pensando nessa questão, a Casa TPM realizou uma roda de conversa sobre liberdade financeira.Várias mulheres com experiência no assunto deram dicas para mulheres que querem conquistar a independência e começar a empreender. Participaram do debate: Mariana Cammarano, idealizadora do movimento ''Nós, mulheres investidoras'' e gerente de marketing da Easynvest; Maíra da Costa, fundadora do delivey de comidas saudáveis Soul Free Food; e Camila Achutti, CEO e fundadora da escola de cursos de tecnologia MasterTech. Elas levantaram questões pertinentes sobre a liberdade financeira feminina e falaram sobre o medo e dar o primeiro passo e fazer a primeira venda.
Quer saber mais? Leia a matéria da TPM.
quinta-feira, 29 de agosto de 2019
A coragem de assumir os riscos de ser mulher viajando por aí
As mulheres estão em uma luta constante para conseguir cada vez mais independência. Acho difícil existir sentimento maior de independência do que viajando sozinha. Pensando nisso, a Booking.com, em parceria com a ONG feminista Think Olga, lançou um guia para as mulheres viajarem sozinhas! Incrível, né?
Disponível para download grátis no site mulherespelomundo.com, a cartilha dá dicas para as mulheres viverem novas experiências e aventuras mundo à fora com mais segurança. O conteúdo está disponível em português, inglês e espanhol. Aproveita!
O site egali.com.br fez uma lista dos melhores lugares para mulheres viajarem sozinhas. Nessa lista etão Nova Zelândia, Austrália, Islândia, Canadá, os países da Escandinávia e muito mais.
E aí? Para qual desses você iria?
Disponível para download grátis no site mulherespelomundo.com, a cartilha dá dicas para as mulheres viverem novas experiências e aventuras mundo à fora com mais segurança. O conteúdo está disponível em português, inglês e espanhol. Aproveita!
O site egali.com.br fez uma lista dos melhores lugares para mulheres viajarem sozinhas. Nessa lista etão Nova Zelândia, Austrália, Islândia, Canadá, os países da Escandinávia e muito mais.
E aí? Para qual desses você iria?
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| City Girl Women - Imagem gratuita no Pixabay |
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
Quem sou eu
Meu nome é Gyovanna Altino, tenho 20 anos e sou estudante de Jornalismo da PUC-Rio. Vim de uma cidade pequena do interior de São Paulo, morei por um ano no sul da Dinamarca e hoje moro no Rio de Janeiro. Essas diferentes vivências em espaços variados me permitiram ter experiências diferentes como mulher. Me interesso muito pelas questões femininas e acredito que falar sobre esses tópicos seja extremamente importante para que possamos evoluir e mudar certos esteriótipos.
Espero que esse seja um espaço de troca sobre os desafios, percepções, e sobre a experiência de ser mulher na sociedade contemporânea. Neste blog, abordaremos temas que atravessam a existência feminina em nossa atualidade - questões de comportamento, feminismo e histórias de mulheres que foram importantes para que chegássemos onde estamos hoje.
Espero que esse seja um espaço de troca sobre os desafios, percepções, e sobre a experiência de ser mulher na sociedade contemporânea. Neste blog, abordaremos temas que atravessam a existência feminina em nossa atualidade - questões de comportamento, feminismo e histórias de mulheres que foram importantes para que chegássemos onde estamos hoje.
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