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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

O dilema dos métodos contraceptivos femininos

     Quando as pílulas anticoncepcionais surgiram, em 1960, elas significaram uma revolução para as mulheres. Elas mudaram a forma de se pensar em contracepção e comportamento feminino como um todo. Significaram liberdade sexual e liberdade de escolha de gravidez. As pílulas impactaram na autonomia das mulheres sobre o próprio corpo, sobre a tomada de decisão em relação à maternidade e desencadearam uma grande mudança comportamental. Entretanto, desde a década de 70 são discutidos os efeitos colaterais desses hormônios e as consequências causadas por eles nos corpos femininos. Durante muito tempo a indústria farmacêutica não falou abertamente sobre os possíveis efeitos da pílula a longo prazo.

     Não se pode negar que a pílula foi revolucionária para as mulheres quando ela surgiu, mas, de algum tempo pra cá, outros métodos começaram a ser discutidos. Uma onda muito forte vem vindo com a Ginecologia Natural, que entende o ciclo menstrual das mulheres como um processo humano, saudável, de autoconhecimento e, portanto, considera importante que ele possa fluir naturalmente, sem a intervenção de hormônios. A Ginecologia Natural acredita que o ciclo menstrual da mulher é a conexão mais forte que ela tem com a natureza e é guiado por ela. Os ensinamentos dessa corrente estão ligados ao saberes ancestrais relacionados ao sagrado feminino e à conexão da essência da mulher com a terra e com a lua. A Ginecologia Natural acredita que as substâncias químicas e os hormônios que fazem partes dos anticoncepcionais convencionais atrapalham essa conexão mulher-natureza. Para os que seguem essa linha, utilizar esses métodos é podar o que há de mais poderoso no feminino.

    Como controle de fertilidade, a Ginecologia Natural indica o autoconhecimento: se a mulher se conectar e passar a conhecer o seu próprio cilo menstrual através de uma mandala lunar - anotações sobre cada fase do ciclo, com percepções sobre temperatura corporal, sentimentos, etc - e uma percepção mais apurada do seu corpo pode fazer com que ela saiba quando está fértil e, portanto, quando pode ter relações sexuais sem se importar com gravidez.

O que você acha sobre isso? Já tomou pílula anticoncepcional? Estaria disposta a fazer a sua mandala lunar?

Por que você acha que as tentativas de criação de um contraceptivo masculino não tiveram sucesso?



12 comentários:

  1. Tema muito relevante para o que estamos vivendo no momento!

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  2. Ideia interessante....pois apesar da liberdade sexual que a mulher conseguiu com o anteconcepcional, para algumas prejudica a saúde em muito

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  3. Esse tema é muito importante eu concordo com o método natural pois o anticoncepcional é prejudicial para a saúde

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  4. Muito interessante! Usei sim, muito tempo anticoncepcionais, acredito q hoje, se fosse o caso, faria sim opção a este método apresentado. Porém, já não é mais o meu caso. Parabéns!

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  5. Eu e minha esposa,fazemos parte de um grupo,que orientamos noivos antes do casamento religioso,esse método parece com o método que a igreja catolica pede para que ocasal adote .Chama método Billins,acho que seria otimo que os casais adotassem essa maneira de controle da fertilidade.Evitando pilulas,que mexe com hormonios da mulher etc.Legal vamos divilgar esse metodo para todos para o bem da humanidade.So não vai gostar é a industria farmacêutica.

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  6. Usar ou não pílula é uma difícil escolha. Muitas mulheres tem mais confiança na pílula mesmo sabendo dos seus possíveis efeitos nocivos. Mas concordo totalmente que o autoconhecimento é muito importante, independentemente se a mulher optou por usar a pílula ou não.

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  7. Usar ou não pílula é uma difícil escolha. Muitas mulheres tem mais confiança na pílula mesmo sabendo dos seus possíveis efeitos nocivos. Mas concordo totalmente que o autoconhecimento é muito importante, independentemente se a mulher optou por usar a pílula ou não.

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  8. Eu aprendi a devolver meu sangue pra terra. Sou adepta do coletor menstrual. Acho o útero um órgão mágico... Nós mulheres precisamos nos conectar com o sagrado feminino. Amar e respeitar nossos corpos como um sagrado.

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  9. Tema muito relevante! Muito bom! Parabéns!

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  10. Muito legal um método natural,mais saudável...mas de novo a mulher se respondabizando...claro que precisa ser responsável pelo próprio corpo, ainda mais porque no caso de uma gestação que é uma consequência natural do sexo,a mulher tem uma participação muito mais direta ( com consequências vicerais), mas, vale envolver o homem...nunca tomei pílula e já tenho mais de 30 anos kkkkkk

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